Declaração de Futuros

Propósito explica o presente. Visão projeta um destino. Mas é a Declaração de Futuros que define o legado. Sua empresa já disse ao mundo quais futuros está disposta a construir?

Propósito, visão e valores sempre foram os pilares clássicos da identidade corporativa. Eles dizem quem a empresa é, para onde quer ir e quais princípios guiam suas decisões. Mas num mundo marcado por incertezas profundas, rupturas tecnológicas, crises climáticas e mudanças sociais aceleradas, isso já não basta.

Hoje, não se posicionar em relação ao futuro é, também, um posicionamento; quase sempre a favor da inércia e do status quo. E nesse vazio, o mercado, a sociedade e as futuras gerações acabam atribuindo à empresa um papel passivo ou irrelevante. É por isso que a Bluebird se comprometeu a dar um passo além: criando uma Declaração de Futuros e incentivando outras organizações também assumam a coragem de declarar não apenas quem são, mas quais futuros escolhem construir.

O que é uma Declaração de Futuros?

É um compromisso público sobre os mundos que queremos ajudar a construir. Mais do que uma visão projetada, ela reconhece a pluralidade dos futuros possíveis e afirma, de maneira explícita, quais caminhos escolhemos nutrir e e quais caminhos nos recusamos a reforçar.

Enquanto a visão olha para o destino desejado, a Declaração de Futuros aborda as condições de possibilidade: responsabilidades éticas, ambientais, sociais e tecnológicas que moldarão como uma organização será lembrada e avaliada pelas próximas gerações.

Por que isso importa agora? As expectativas de clientes, talentos, investidores e parceiros mudaram. Eles não querem apenas saber o que a empresa entrega hoje, mas como suas decisões atuais influenciam o amanhã coletivo.

Uma marca que não declara seus futuros escolhidos:

  • arrisca-se a parecer indiferente a temas críticos;
  • perde competitividade na atração de talentos que buscam propósito e coerência;
  • e compromete sua relevância junto a investidores e stakeholders cada vez mais atentos aos impactos de longo prazo.

 

Já uma empresa que declara seus futuros escolhidos transmite clareza estratégica, coragem e coerência institucional. Acreditamos que branding, reputação e relevância no século XXI não serão definidos apenas por campanhas, mas pela coragem de declarar os futuros que se recusa a reforçar, assim como os que se compromete a construir.

Uma Declaração de Futuros é, portanto, um compromisso estratégico, um gesto de governança e um pacto de legado. É dizer ao mercado: “Não apenas existimos no presente. Temos clareza sobre os futuros que queremos ativar e os que recusamos perpetuar.”

Abaixo, compartilhamos a Declaração de Futuros da Bluebird. Nosso pacto público com o tempo. Um convite para que clientes, talentos, parceiros e a sociedade nos avaliem pela consistência entre o que declaramos e o que fazemos: “Independentemente dos futuros que possam acontecer, reafirmamos que cada empresa tem responsabilidade sobre os mundos que ajuda a construir. Neutralidade não existe: toda escolha, inclusive a omissão, molda a forma como seremos lembrados por clientes, talentos, investidores e pelas próximas gerações. Por isso, na Bluebird, nos comprometemos com:

Futuros sustentáveis, em que decisões de negócios respeitam limites planetários e não sacrificam o longo prazo em troca de ganhos imediatos.

Futuros equitativos, em que diversidade, inclusão e justiça social deixam de ser agendas paralelas e tornam-se pilares centrais de competitividade e relevância.

Futuros baseados em verdade, em que informação é tratada com rigor e esponsabilidade, contra a erosão da confiança provocada pela desinformação.

Futuros transparentes, em que tecnologia, dados e inteligência artificial são usados com ética, clareza e prestação de contas, e não como caixas-pretas a serviço de poucos.

Futuros regenerativos, em que empresas não apenas reduzem danos, mas criam impacto positivo para pessoas, comunidades e ecossistemas.

Futuros humanos, em que a tecnologia amplia capacidades criativas e intuitivas, em vez de reduzir pessoas a engrenagens substituíveis.

Futuros colaborativos, em que negócios competem, mas também cooperam para resolver desafios sistêmicos que nenhuma organização pode enfrentar sozinha.

Esses são os futuros pelos quais queremos ser lembrados. Não como uma promessa distante, mas como um compromisso vivo que orienta nossas escolhas, nossa atuação e o impacto que deixamos no mundo.

 

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